Eixos de Ação

Esclarecimento sobre a posição da AMUQSL relativamente à Ponte do Paço

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26.09.2011
A ponte do Paço (ou do impasse) é um assunto na ordem do dia na Vila de Pereira e outras povoações desta zona do Baixo Mondego. É um constrangimento local, com implicações regionais. Na reunião de dia 16 de setembro, foi um dos assuntos que abordámos na Câmara Municipal de Montemor-o-Velho (CMMV), tal como já tinhamos feito em reunião com a Junta de Freguesia de Pereira (JFP). Tanto a JFP como a CMMV comunicaram que nada se pode fazer sem a colaboração da Câmara Municipal de Coimbra. Em tempos, a CMMV disponibilizou terreno e houve inclusive verba aprovada para que se fizesse a obra. A autarquia montemorense espera que o novo executivo camarário de Coimbra esteja mais sensível a esta questão. A AMUQSL deseja ter um papel muito ativo na resolução urgente deste problema e, como tal, disponibilizou-se para ajudar neste processo. Não o faremos só pelos nossos associados, moradores da UQSL, mas também por todos aqueles que diariamente atravessam aquele calvário, sejam de Pereira, Santo Varão, Granja do Ulmeiro, Alfarelos, Montemor-o-Velho ou até mesmo Figueira da Foz ou Coimbra. Sim, parece-nos que alguém se tem esquecido de que aquela ponte faz parte de uma das vias mais populares de ligação entre as duas maiores cidades do distrito, seja para as populações que por aqui vivem ou para outros que recusam a alternativa A14, paga, e que custa cerca de 4€ ida e volta, entre Coimbra e Montemor-o-Velho. É lamentável. A origem, supostamente romana, a idade das árvores envolventes e o bem-estar dos guarda-rios, são argumentos aos quais somos sensíveis mas não nos parecem suficientes para a não-construção de uma nova ponte ou alargamento da existente. Não olhamos a atual ponte como objeto de uma futura demolição ou algo que seja preservado apenas para contemplação. Preferimos vê-la como se uma das faixas de rodagem já estivesse construída. O que esperamos é que seja construída a outra metade da solução. O ambiente e o património devem ser preservados, mas não à custa do tormento das pessoas. Dissemos isto aos presentes na CMMV, que partilham desta opinião, mas teremos é de o dizer à Câmara Municipal de Coimbra. A AMUQSL está a delinear uma estratégia de intervenção neste assunto, começando sempre pelo diálogo e pelo conhecimento do ponto de situação em que estamos. Para além disso, nenhuma outra forma de intervenção está, neste momento, descartada.